Sua Saúde

Exame das mamas também faz parte do pré-natal

Mastologista alerta para que gestantes não esqueçam do exame que possibilita o diagnóstico precoce do câncer


No período compreendido entre o início da gestação e o puerpério, que é o tempo que decorre do parto até que os órgãos genitais e o estado geral da mulher voltem a ser como eram antes da gravidez, não é só o bebê que precisa de todos os cuidados imagináveis. De acordo com pesquisas feitas na Universidade Federal do Rio Grande, no Rio Grande do Sul, nessa fase da vida da mulher, chamada de ciclo gravídico-puerperal, seis em cada 10 gestantes não são submetidas ao exame clínico das mamas durante o pré-natal.

Os esforços concentrados apenas nas necessidades do filho que irá nascer, porém, podem ser desperdiçados “Se a mulher for tardiamente diagnosticada com câncer de mama na gravidez, muito dificilmente ela poderá amamentar seu filho”, lembra o mastologista Marcos Wajnberg, da Sociedade Brasileira de Mastologia. Por isso, é importante alertar às futuras mamães para que não esqueçam dos cuidados na prevenção do câncer: como qualquer outra neoplasia, quanto mais cedo o tratamento for iniciado, maiores serão as chances de uma boa recuperação.

“O autoexame das mamas deve ser feito mensalmente”, avisa o médico. Entretanto, devido a alterações morfológicas que acontecem nos seios da mulher quando ela está grávida, perceber algum nódulo pode ser um pouco mais difícil. O contrário também é possível de acontecer: a gestante pode não ter problema algum nos seios, mas, durante o toque, sentir volumes semelhantes a caroços – exatamente por causa das mudanças pelas quais o corpo feminino passa nessa fase.

“Como talvez seja difícil examinar-se, o exame clínico, realizado em consultório, também precisa ser feito. O acompanhamento com o ginecologista não deve ser apenas obstétrico, tratando somente do estado da gestação. Exames de rotina feitos quando a mulher não está grávida também devem ser mantidos durante as visitas”, afirma. Sobretudo se a paciente já tiver mais de 40 anos, fator de risco para o câncer de mama, os cuidados devem ser redobrados.

Quanto à necessidade de se evitar exposição à radiação durante a gravidez, a suspeita de câncer de mama, uma vez percebida no exame clínico, pode ser confirmada de outra forma além da mamografia. “Principalmente até o quarto mês de gestação, os raios-X podem causar danos ao feto. Nesse caso, uma ultra-sonografia mamária talvez seja o suficiente para ratificar a suspeita. Mas se a radiografia for realmente necessária, a paciente precisará usar um avental de chumbo para proteger o bebê”, diz Wajnberg.

 


Unimed-Rio Cooperativa de Trabalho Médico Ltda.
Avenida Armando Lombardi, 400. Lojas 101-105. Barra da Tijuca, Rio de Janeiro - RJ. CEP 22640-000
Copyright © 2008 Unimed-Rio - Todos os direitos reservados