Sua Saúde

Falta de cuidado dos cariocas prejudica qualidade da água

Entre os principais equívocos cometidos estão ligações clandestinas e falta de limpeza de cisternas, caixas d’água e filtros

Segundo a Companhia Estadual de Água e Esgoto (CEDAE), diariamente são monitorados muitos litros de água, obedecendo aos parâmetros como cor, turbidez, colimetria (quantidade de elementos patológicos), níveis de cloro e flúor. "Monitoramos a água de duas em duas horas desde o manancial (quando começa a ser tratada) e a saída da estação de tratamento até que ela chegue à casa das pessoas”. Mas, nem sempre os resultados das análises são positivas.

Segundo Briard, o que afeta, na maioria das vezes, a qualidade da água que chega aos cariocas é a falta de cuidado com os reservatórios em que esta é armazenada dentro de casa. "Muitas pessoas entram em contato conosco para perguntar qual o filtro ideal para utilizarem e respondemos que qualquer um pode ser usado, desde que as instalações internas sejam limpas, no mínimo, a cada 6 meses, pois o padrão de qualidade da água distribuída é perfeito", diz o engenheiro.

Ele também chama a atenção para a falta de manutenção de cisternas e caixas de água, especialmente daquelas feitas de cimento, encontradas em prédios antigos. "Ao fazer vistorias, encontramos algumas que não são limpas há 3, 4 ou até mesmo 5 anos. Às vezes, elas estão sem tampa, ocasionando a decomposição de matéria orgânica devido à mistura da água da chuva e folhas com a do reservatório. É necessário que os moradores destes prédios façam vigilância e cobrem do síndico esse tipo de cuidado", aponta.
Jorge Luiz Briard ainda cita as ligações clandestinas como um dos fatores que podem prejudicar a qualidade da água enviada aos cariocas. "Elas contaminam não apenas a casa de quem faz este procedimento, mas podem afetar até mesmo a rede inteira de distribuição", alerta.

O engenheiro conta que, para procurar verificar este tipo de problema na rede da cidade, técnicos da CEDAE traçam um roteiro diário de visitas a zonas de ocupação ilegal e procuram acompanhar a incidência de sintomas de doenças relacionadas à água contaminada (diarréia e vômito constante, por exemplo) em hospitais públicos e postos de saúde situados nessas áreas. "Se detectamos, procuramos fazer uma ação local. Verificamos as tubulações da comunidade e fazemos palestras educativas sempre que há condições e somos requisitados", afirma.

Acha que a água da sua casa está com qualidade duvidosa? Quer tirar alguma dúvida relacionada ao abastecimento de água ou ainda requisitar palestras educativas ou visitas à estação de tratamento de água? Então, entre no site da CEDAE.