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Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Namorados, Dia dos Pais e até Natal, seja qual for a data comemorativa, ele sempre é cogitado para ser o presente principal ou apenas uma lembrança (apetitosa) de carinho. Com vários fãs espalhados pelo mundo inteiro, o chocolate também é uma paixão no Brasil, que ocupa o quarto lugar do ranking de consumidores, perdendo apenas para Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido. Para se ter uma idéia, a Associação Brasileira da Indústria do Chocolate, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados prevê a produção de 340 mil toneladas do produto só para este ano.
Se depender da ciência, os brasileiros terão um motivo a mais para consumir a guloseima, especialmente os que chegam à casa dos 60 anos. Estudos realizados na Alemanha e nos Estados Unidos apontam que a ingestão de uma pequena quantidade de chocolate preto e amargo por dia faria bem ao coração, devido à ação dos flavonóides. Tais nutrientes possuem ação antioxidante, que poderia prevenir o envelhecimento celular e, conseqüentemente, enfermidades como osteoporose, arteriosclerose e artrose, conforme explica Elisabete Queiróz, membro do Conselho Regional de Nutricionistas do Rio de Janeiro. No entanto, ressalta a especialista, é necessário que este consumo de chocolate seja feito com cautela. "Como acontece com todo alimento, pode trazer conseqüências nocivas, quando ingerido exageradamente e de forma aleatória por apresentar alto valor calórico, o que pode levar à obesidade e outras doenças associadas", alerta.
Segundo Elisabete, o doce criado a partir do cacau só deve ser consumido depois de serem levadas em consideração especificidades de cada indivíduo, principalmente as contra-indicações. "Ele deve ser ingerido com restrição por pessoas que apresentem alguma enfermidade que impeça a ingestão de sacarose e gordura, como diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia (aumento de colesterol e triglicerídeos sanguíneos)", alerta ela, que atende no Hospital Estadual Santa Maria e é professora universitária. E ressalta: "todo alimento, mesmo os que aparecem nas pesquisas como o 'elixir da saúde' ou da juventude ou ainda como o 'milagre da ciência', deve ser investigado e orientado de forma cautelosa, por profissional habilitado".
A nutricionista alerta para outro erro freqüente na hora de devorar chocolate e outras guloseimas: a confusão que é feita entre o consumo de alimentos light (com poucas calorias) e diet (isento de açúcar). "Os alimentos tipo diet são, às vezes, mais calóricos que os comuns, por isso devem ser consumidos com restrição e cautela. Eles são ricos em gordura, o que os torna impróprios para indivíduos com dislipidemias ou que fazem dieta para emagrecer. Já os alimentos light, possuem uma redução de pelo menos 25% das calorias totais. Podem ser de sacarose ou gordura, mas não devem ser utilizados desenfreadamente", explica.