Sua Saúde

Sai pra lá, chulé!

Aprenda como evitar o odor desagradável nos pés

Não importa o tamanho do pé, nem a idade do seu dono. Ninguém está 100% imune quando o assunto é chulé – aquele odor desagradável exalado toda vez que sapatos são tirados –, nem mesmo as crianças. O mau cheiro é ocasionado pela decomposição da sudorese liberada pelas glândulas sudoríparas dos pés – feita por bactérias aí encontradas – e pode estar relacionado a quadros de hiperidrose (transpiração excessiva). “Em algumas pessoas, isso acontece por características genéticas e constitucionais. Em outras, é uma resposta a desequilíbrios hormonais ou outras doenças sistêmicas que devem ser investigadas”, afirma Cláudia Maia, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Segundo a médica, além destes fatores biológicos, a bromidrose (o nome científico dado ao chulé) também é desencadeada pelo abafamento excessivo e higiene inadequada dos pés. “Ela pode ser precipitada pelo uso freqüente de calçados fechados, uso de meias de tecidos sintéticos, falta de higiene e condições que permitam aumento da colonização das bactérias no local”, explica Cláudia.

E os pesares do chulé não param por aí. Ao constrangimento causado pelo odor soma-se a possibilidade de desenvolvimento de fungos e bactérias entre os dedos, que podem vir a formar pequenas fissuras, conhecidas como pés de atleta e frieira. “Estas atuam como ‘feridas abertas’, através das quais outras bactérias podem penetrar e progredirem formando a erisipela, uma infecção no pé ou na perna”, conta Claudia Maia.

O tratamento do transtorno é simples, garante a especialista. De acordo com ela, é necessário lavar os pés com sabonete antisséptico, tomando cuidado para ensaboá-los e, depois, deixá-los completamente secos, especialmente entre os dedos. Meias de tecidos sintéticos devem ser evitadas e substituídas pelas de algodão, que absorvem melhor a umidade. É importante que sejam trocadas diariamente, assim como os sapatos.

“O ideal é ter um para cada dia da semana e dar preferência aos que são de pano, couro ou, pelo menos, com telas, que facilitem a “respiração” dos dedinhos. Sapatos fechados e sem meia ou sandálias em que a borracha fica em contato direto com os pés, nem pensar! Outro cuidado importante é não guardar os calçados em caixas ou sapateiras logo depois de usá-los. Eles devem ser lavados e colocados no sol para que as bactérias e fungos possam ser mortos”, afirma.

Caso tais medidas não sejam suficientes para combater a bromidrose é aconselhável procurar um dermatologista, a fim de que ele possa prescrever medicação adequada para o caso, recomenda Cláudia. Ela conta que, para alguns pacientes, pode ser prescrito formol em baixas concentrações, mas a substância deve ser evitada em crianças pequenas e deve ser utilizada exclusivamente sob receita e orientação médica.

Para saber mais sobre como manter a saúde de seus pés e da sua pele, acesse o site da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia).