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Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia a Estatística (IBGE), a expectativa de vida da população brasileira cresceu 32,4% em um período de 46 anos, indo de 54,6 anos de idade, em 1960, para 72,3, em 2006. Como conseqüência, o país teve um aumento do número de idosos e do espaço destinado a discutir questões dessa faixa etária – antes pouco mencionados ou ignorados – como as que dizem respeito à sexualidade.
De acordo com Roberto Campos – membro da Sociedade Brasileira de Urologia e da Sociedade Internacional de Medicina Sexual – as queixas mais freqüentes dos homens na terceira idade são baixa do desejo sexual e dificuldade de ereção. "O fato de as mulheres terem falta de lubrificação também dificulta relações sexuais. Há ainda o aumento dos casos de doenças sexualmente transmissíveis devido à desmistificação das disfunções sexuais masculinas, ao aumento das separações, e ao fato de os idosos serem pouco afeitos à utilização de métodos preventivos, seja por não terem sido educados desta forma ou por não se adaptarem a eles", diz o médico, que é chefe do Setor de Disfunção Erétil do Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro.
Para minimizar os problemas com a ereção, a medicina conta com vários recursos, entre eles o uso de comprimidos orais. Roberto Campos diz que tais substâncias funcionam como "pólvora armazenada" no tecido eretor, provocando resultado satisfatório quando acionadas. No entanto, para que tenham o efeito desejado, é necessário que o paciente esteja com o nível mínimo de ansiedade. "Ao passar por esse tipo de problema, os homens mostram grande cobrança de si próprios ou da parceira e isto, certamente, os impede de criar estímulo capaz de 'acender o pavio para queimar a pólvora'", afirma Campos.
Outras alternativas que podem ajudar os homens a melhorarem o desempenho sexual são a utilização de próteses penianas e de remédios vasodilatadores de efeito mais intenso, como a prostaglandina, cita Roberto Campos. O médico ainda recomenda a reposição hormonal para tratar a queda do nível de testosterona.
Roberto Campos também chama a atenção para a necessidade de adotar cuidados preventivos desde a idade mais jovem para garantir envelhecimento sadio, como evitar o excesso de peso, praticar alguma atividade física e controlar a pressão arterial e o metabolismo dos açúcares e gorduras. Segundo o urologista, as alterações metabólicas muitas vezes não apresentam qualquer sinal ou sintoma durante a meia idade, porém, quando presentes, "corroem" o sistema cardiovascular, gerando importantes conseqüências, incluindo a disfunção erétil. "Ela pode ser decorrente de problemas circulatórios que acontecem na presença dos chamados fatores de risco para doença cardiovascular, como diabetes, hipertensão arterial, obesidade, tabagismo e sedentarismo”, afirma.